Conversion (law)
Ilícito civil por interferir na propriedade pessoal alheia.
A conversão é um ato ilícito intencional, definido como a tomada de propriedade com a intenção de exercer posse sobre ela de forma conflitante com o direito de posse do legítimo proprietário. Na Inglaterra e no País de Gales, é um ato ilícito de responsabilidade objetiva. Seus equivalentes no direito penal incluem furto, roubo e conversão criminosa, embora, em jurisdições que a reconhecem, a conversão criminosa seja um crime menor que o roubo/furto. Questões sobre copropriedade em arranjos comerciais, como sociedades, geralmente recaem sob o direito equitativo e não se qualificam como conversão. Tradicionalmente, a conversão ocorre quando um bem móvel é perdido e, em seguida, encontrado por alguém que o apropria para uso próprio sem autorização legal. Também se aplica quando bens são depositados para guarda e, posteriormente, são mal utilizados ou apropriados indevidamente pelo depositário ou por terceiros. Como um ilícito puramente civil, a conversão difere tanto do roubo quanto do enriquecimento sem causa. O roubo é sempre um ato inconsistente com os direitos de outrem e também constitui conversão, mas nem toda conversão é roubo, pois a conversão não exige desonestidade. A conversão também difere do enriquecimento sem causa: em uma ação de enriquecimento sem causa, a pessoa que detém a propriedade de outrem pode levantar a defesa de mudança de posição, argumentando que usou os bens inadvertidamente. Para a conversão, deve haver sempre um elemento de lidar voluntariamente com a propriedade de outrem de forma inconsistente com seus direitos. Os elementos da conversão são: intenção de converter a propriedade tangível ou intangível de outrem para sua própria posse e uso, seguida pela conversão real dessa propriedade. Outra formulação afirma que um reclamante deve demonstrar uma conversão ilícita do bem móvel, um direito de propriedade sobre ele e um direito à posse imediata que seja absoluto, incondicional e não dependente da realização de algum ato. Um exemplo medieval comum envolvia peças de tecido depositadas para guarda, que o depositário ou um terceiro pegava e transformava em roupas para uso ou venda próprios. Outros exemplos incluem cortar árvores na terra de outra pessoa e removê-las sem permissão, ou pegar os móveis de outra pessoa sem consentimento e colocá-los em armazenamento. O uso de partes do corpo de um paciente após remoção cirúrgica para tratar sua leucemia levantou questões de conversão, abordadas no caso Moore v. Regents of the University of California.
Quick Facts
- Field
- Law
- Type
- Tort
- Jurisdiction
- England and Wales
- Related crimes
- Larceny
- theft
- criminal conversion
- Key element
- Intent to convert property of another to one's own possession and use
Facts from the source article.
Contexto e história
A conversão, como ato ilícito intencional, envolve tomar propriedade com a intenção de exercer posse inconsistente com o direito de posse do legítimo proprietário. Na Inglaterra e no País de Gales, é um ato ilícito de responsabilidade objetiva. Suas origens estão na ação de common law de trover, um ramo da ação sobre o caso. Casos antigos, provavelmente perdidos, provavelmente envolviam achadores de bens perdidos que os usavam ou descartavam em vez de devolvê-los. A ação tornou-se padronizada em meados do século XVI. Historicamente, a conversão preenchia lacunas entre o trespass (para tomada ilícita) e a detinue (para detenção ilícita). Um exemplo medieval comum era um depositário ou terceiro pegando tecido depositado para fazer roupas para uso ou venda próprios. Outros exemplos incluem cortar e remover árvores da terra de outra pessoa sem permissão, ou pegar móveis sem consentimento e armazená-los. A conversão exige intenção de converter a propriedade de outrem, tangível ou intangível, e conversão subsequente. Quem alega conversão deve demonstrar uma conversão ilícita, um direito de propriedade e um direito imediato e absoluto à posse. É distinta do roubo, que exige desonestidade, e do enriquecimento sem causa, onde uma defesa de mudança de posição pode ser aplicada. No direito penal, a conversão é um crime menor que o roubo. Questões de copropriedade em sociedades geralmente recaem sob o direito equitativo, não na conversão. O ato ilícito também se aplica ao uso indevido de bens depositados ou à apropriação de propriedade encontrada.
Guia do leitor
A conversão serve como um remédio civil chave para interferência na propriedade pessoal, distinta do roubo (que exige desonestidade) e do enriquecimento sem causa (que permite uma defesa de mudança de posição). Historicamente, substituiu as ações mais antigas de detinue e suplantou em grande parte o trespass a bens móveis. O ato ilícito exige uma intenção de converter a propriedade e a conversão real, mas nenhum elemento de desonestidade. Aplicações notáveis incluem o uso indevido de bens depositados, corte de árvores na terra de outrem e o uso de partes do corpo de um paciente após cirurgia, conforme abordado em Moore v. Regents of the University of California. Embora originalmente limitado a propriedade tangível que pudesse ser perdida e encontrada, a maioria dos tribunais agora permite a conversão também para propriedade intangível. A medida de danos para a conversão de um instrumento negociável é geralmente seu valor de face.
Perguntas Frequentes
O que é Conversão (direito)?
A conversão é um ato ilícito intencional que ocorre quando uma pessoa toma a propriedade pessoal de outra e se comporta como se fosse sua, ignorando o direito do verdadeiro proprietário de possuí-la. É classificado estritamente como um ilícito civil, e não como uma ofensa criminal.
Como a Conversão difere do roubo ou furto?
Roubo e furto são acusações criminais processadas pelo Estado, enquanto a conversão é um ato ilícito puramente civil que permite ao proprietário lesado processar por indenização. Ambos podem surgir dos mesmos fatos, mas operam em trilhas legais inteiramente separadas — punição criminal versus danos privados.
Qual é o elemento-chave necessário para estabelecer a Conversão?
O reclamante deve demonstrar que o réu pretendia exercer posse sobre a propriedade de maneira inconsistente com o direito de posse do verdadeiro proprietário. Na Inglaterra e no País de Gales, o ato ilícito é tratado como de responsabilidade objetiva, portanto, provar culpa além do ato em si é desnecessário.
Em qual jurisdição a Conversão é mais proeminentemente aplicada?
A conversão é um ato ilícito bem estabelecido na Inglaterra e no País de Gales, onde funciona como uma ação civil de responsabilidade objetiva. Ela se situa ao lado, mas distinta, das ofensas criminais de furto, roubo e conversão criminosa que tratam de conduta semelhante.
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