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Baryte

A barita é a principal fonte de bário e um aditivo chave para fluidos de perfuração.

A barita, também conhecida como baritina ou barita, é um mineral composto por sulfato de bário (BaSO₄). Geralmente é branca ou incolor e serve como principal fonte do elemento bário. O mineral pertence ao grupo da barita, que também inclui a celestina (sulfato de estrôncio), a anglesita (sulfato de chumbo) e a anidrita (sulfato de cálcio); a barita e a celestina podem formar uma solução sólida. O nome deriva de uma palavra grega que significa "pesado", e embora a Associação Mineralógica Internacional tenha inicialmente adotado "barite" como a grafia oficial, posteriormente recomendou a forma mais antiga "baryte", uma mudança amplamente ignorada pelos mineralogistas americanos. Outros nomes históricos incluem espato pesado, tiff e blanc fixe.

Uma forma radiada de barita, às vezes chamada de Pedra de Bolonha, tornou-se notável entre os alquimistas após espécimes serem encontrados perto de Bolonha no século XVII por Vincenzo Casciarolo, pois essas pedras tornavam-se fosforescentes quando calcinadas. Em 1774, Carl Scheele determinou que a barita continha um novo elemento, mas só conseguiu isolar o óxido de bário; Johan Gottlieb Gahn alcançou o mesmo dois anos depois. O bário foi isolado pela primeira vez em 1808 por Sir Humphry Davy através da eletrólise de sais de bário fundidos. No Missouri, as populações francesas locais chamavam a barita de tuf blanc ou tiff, e ela era frequentemente descartada durante a mineração inicial de chumbo. Ganhou valor no final do século XIX com o crescimento da indústria do petróleo. Perto de Potosi, registros históricos mostram que os piocheurs crioulos e suas famílias a extraíam de poços rasos até que o processamento mecanizado chegou no século XX.

A barita ocorre em muitos ambientes deposicionais — biogênicos, hidrotermais e evaporíticos — e é comumente encontrada em veios de chumbo-zinco em calcários, depósitos de fontes termais e com minério de hematita. É frequentemente associada à anglesita e à celestina e foi identificada em meteoritos. A especificação do American Petroleum Institute para barita de perfuração não se refere a um mineral específico, mas a um material que atende a padrões de densidade e pureza, embora este seja quase sempre o mineral barita. As baritas primárias incluem material bruto run-of-mine e produtos de beneficiamento simples, como lavagem ou flotação. A maior parte da barita bruta requer beneficiamento, e ela é triturada e peneirada para uso como agregado em cimento pesado ou moída finamente para uso como carga, extensor ou agente de ponderação em fluidos de perfuração.

Quick Facts

Category
Sulfate mineral, barite group
Formula
BaSO; 4
Imasymbol
Brt
Strunz
7.AD.35
Dana
28.03.01.01
System
Orthorhombic
Class
Dipyramidal (mmm); H-M symbol: (2/m 2/m 2/m)
Symmetry
Pnma

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Contexto e história

A barita é conhecida desde o século XVII, quando espécimes radiados chamados Pedra de Bolonha foram encontrados perto de Bolonha por Vincenzo Casciarolo e se tornaram notáveis entre os alquimistas por se tornarem fosforescentes após a calcinação. No Missouri, a barita era chamada de tuf blanc ou tiff pela população francesa local e foi inicialmente descartada durante a mineração de chumbo. No final do século XIX, ganhou valor com o crescimento da indústria do petróleo. Perto de Potosi, os piocheurs crioulos e suas famílias a extraíam de poços rasos até que o processamento mecanizado chegou no século XX. A barita ocorre em muitos ambientes deposicionais — biogênicos, hidrotermais e evaporíticos — e é frequentemente encontrada em veios de chumbo-zinco em calcários, depósitos de fontes termais e com minério de hematita. Foi identificada em meteoritos e está associada à anglesita e à celestina.

Guia do leitor

A importância da barita reside principalmente em seu papel como agente de ponderação para fluidos de perfuração na exploração de petróleo e gás, onde suprime altas pressões de formação e previne blowouts. É não magnética, portanto não interfere em medições magnéticas de poços. O mineral também é usado em aplicações de valor agregado, como carga em tintas e plásticos, redução de som, produtos de atrito, concreto de proteção contra radiação e refeições de bário para exames de tomografia computadorizada. Historicamente, foi usada para refino de açúcar e como pigmento branco. A barita é a principal fonte de bário, e sua análise isotópica ajuda a restringir paleotemperaturas e concentrações passadas de enxofre na água do mar. Apesar de conter bário, o sulfato de bário é extremamente insolúvel em água, tornando-o não tóxico para humanos, animais, plantas e o meio ambiente. O nome deriva do grego antigo 'barús' que significa 'pesado', e a grafia tem sido alvo de controvérsia entre 'barite' e 'baryte'.

Perguntas Frequentes

Qual é o principal uso industrial da barita?

Cerca de 69 a 77 por cento de toda a barita extraída no mundo é misturada em fluidos de perfuração de petróleo e gás, onde sua alta densidade (4,2 ou maior) ajuda a gerenciar a pressão de fundo de poço. Porções menores vão para a fabricação de produtos químicos de bário, cargas e blindagem contra radiação.

Por que a barita pode ser usada em fluidos de perfuração sem danificar as brocas?

Embora a barita seja muito densa, sua dureza Mohs é baixa o suficiente para não desgastar os rolamentos das brocas tricônicas. Essa combinação única de alto peso e abrasão suave a torna o agente de ponderação preferido em fluidos de perfuração.

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