Anhydrite
Mineral de sulfato de cálcio anidro encontrado em depósitos evaporíticos.
A anidrita é um mineral composto por sulfato de cálcio anidro, com a fórmula química CaSO4. Cristaliza no sistema ortorrômbico e apresenta três direções de clivagem perfeita que se alinham com seus três planos de simetria. Apesar da similaridade química, não é isomorfa com os sulfatos ortorrômbicos de bário (barita) ou estrôncio (celestina). Cristais bem formados são incomuns; o mineral aparece mais frequentemente como massas de clivagem. Sua dureza Mohs é 3,5 e sua densidade relativa é 2,9. A cor é tipicamente branca, embora também possa ser acinzentada, azulada ou púrpura. No plano de clivagem mais desenvolvido, o brilho é perolado, enquanto outras superfícies têm brilho vítreo. Quando exposta à água, a anidrita a absorve prontamente e se transforma em gipsita (CaSO4·2H2O); essa reação é reversível, pois o aquecimento da gipsita ou do sulfato de cálcio hemi-hidratado sob condições atmosféricas normais pode produzir anidrita. O mineral é frequentemente associado à calcita, halita e sulfetos como galena, calcopirita, molibdenita e pirita em depósitos de veios.
A anidrita é mais comumente encontrada em depósitos evaporíticos junto com a gipsita. Foi identificada pela primeira vez em 1794 em uma mina de sal perto de Hall, no Tirol. Nesses ambientes, a profundidade é crítica, pois próximo à superfície, as águas subterrâneas circulantes alteram a anidrita para gipsita. Em solução aquosa, o sulfato de cálcio se deposita como cristais de gipsita, mas se a solução contiver excesso de cloreto de sódio ou potássio, a anidrita se deposita em temperaturas acima de um certo limiar. Esse mesmo processo ocorre na natureza e tem sido usado para preparação artificial. O mineral é comum em bacias salinas. Em ambientes de planície de maré, como os sabkhas do Golfo Pérsico, forma nódulos maciços de substituição diagenética; cortes transversais desses nódulos exibem uma textura reticulada, semelhante a tela de galinheiro. A anidrita nodular também substitui a gipsita em vários ambientes sedimentares. Em capas de domos de sal, a anidrita constitui 1–3% dos minerais e permanece como uma capa quando a halita é removida pelas águas dos poros. A sequência típica de capa consiste em sal, sobreposto por anidrita, depois manchas de gipsita e, finalmente, uma camada de calcita. A interação da anidrita com hidrocarbonetos em altas temperaturas em campos de petróleo pode reduzir o sulfato a sulfeto de hidrogênio, precipitando calcita em um processo chamado redução termoquímica de sulfato.
Quick Facts
- Category
- Sulfate mineral
- Formula
- CaSO; 4
- Imasymbol
- Anh
- Strunz
- 7.AD.30
- Dana
- 28.3.2.1
- System
- Orthorhombic
- Class
- Dipyramidal (mmm); H–M symbol: (2, m 2, m 2 m / 6 ft 7 in)
- Symmetry
- Amma
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Contexto e história
A anidrita é um mineral composto de sulfato de cálcio anidro, com fórmula química CaSO₄. Cristaliza no sistema ortorrômbico e exibe três direções de clivagem perfeita, cada uma paralela a um plano de simetria. Ao contrário dos sulfatos ortorrômbicos de bário e estrôncio, não é isomorfa com eles. Cristais bem formados são incomuns, e o mineral geralmente aparece como massas de clivagem. A cor é geralmente branca, às vezes acinzentada, azulada ou púrpura. Na superfície de clivagem mais desenvolvida, o brilho é perolado, enquanto em outras superfícies é vítreo. Quando exposta à água, a anidrita absorve prontamente a umidade e se transforma em gipsita, um processo que pode ser revertido aquecendo a gipsita ou o sulfato de cálcio hemi-hidratado sob condições atmosféricas normais. A anidrita é frequentemente associada à calcita, halita e sulfetos como galena, calcopirita, molibdenita e pirita em depósitos de veios. É mais frequentemente encontrada em depósitos evaporíticos junto com a gipsita, descoberta pela primeira vez em 1794 em uma mina de sal perto de Hall, no Tirol. A profundidade é crítica nessas ocorrências, pois próximo à superfície a anidrita se altera para gipsita pela absorção de água subterrânea. Em soluções aquosas, o sulfato de cálcio se deposita como gipsita, mas se a solução contiver excesso de cloreto de sódio ou potássio, a anidrita se forma em temperaturas elevadas, um processo que espelha sua origem natural em bacias salinas. Em ambientes de planície de maré, como os sabkhas do Golfo Pérsico, a anidrita ocorre como nódulos maciços de substituição diagenética com uma textura reticulada, semelhante a tela de galinheiro. Também se forma em capas de domos de sal, onde constitui 1–3% dos minerais, deixada como uma capa após a halita ser removida pelas águas dos poros. Em campos de petróleo, a interação em alta temperatura com hidrocarbonetos pode reduzir o sulfato a sulfeto de hidrogênio, precipitando calcita em um processo chamado redução termoquímica de sulfato. A anidrita também foi encontrada em rochas ígneas, incluindo o plúton diorítico intrusivo de El Teniente, Chile, e em púmice traquiandesítico do vulcão El Chichón, México. O nome foi dado por A. G. Werner em 1804, referindo-se à ausência de água de cristalização. Nomes obsoletos incluem muriacita e karstenita.
Guia do leitor
A anidrita é significativa principalmente como um mineral em depósitos evaporíticos e capas de domos de sal, onde desempenha um papel no ciclo geológico do sulfato de cálcio. Sua transformação em gipsita ao absorver água é um processo-chave em ambientes subsuperficiais, como demonstrado pelos extensos danos estruturais em Staufen im Breisgau, Alemanha, onde a perfuração geotérmica permitiu que a água invadisse uma camada de anidrita, causando inchaço do solo. O mineral também participa da redução termoquímica de sulfato em campos de petróleo, reduzindo sulfato a sulfeto de hidrogênio e precipitando calcita. Industrialmente, a anidrita tem sido usada em entalhes ornamentais, como visto em um relevo esculpido de um forno de anidrita no Catalyst Science Discovery Centre em Widnes, Inglaterra. Sua história de nomenclatura reflete a confusão inicial com cloretos, e suas variedades como a angelita são usadas para fins decorativos.
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