Biological pest control
Uso de inimigos naturais para controlar pragas, com manejo humano.
O controle biológico de pragas, ou biocontrole, é um método de manejo de pragas — incluindo insetos, ácaros, ervas daninhas e patógenos — por meio do uso de outros organismos. Baseia-se em mecanismos naturais como predação, parasitismo e herbivoria, frequentemente com manejo humano ativo, e é um componente essencial dos programas de manejo integrado de pragas (MIP).
Quick Facts
- First use of term
- 1919
- Term coined by
- Harry Scott Smith
- Popularized by
- Paul H. DeBach (1914–1993)
- Earliest recorded use
- c. 304 AD, China
- First international shipment
- 1873, predatory mites to France
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Contexto e história
O termo 'controle biológico' foi usado pela primeira vez por Harry Scott Smith na reunião de 1919 do Pacific Slope Branch da American Association of Economic Entomologists em Riverside, Califórnia. Mais tarde, foi popularizado pelo entomologista Paul H. DeBach, que trabalhou com pragas de citros. No entanto, a prática é muito mais antiga: o relato mais antigo conhecido vem do 'Nanfang Caomu Zhuang' (c. 304 d.C.), atribuído ao botânico Ji Han, da dinastia Jin Ocidental, descrevendo o uso de formigas huang gan (Oecophylla smaragdina) para proteger frutas cítricas no sul da China.
O controle biológico moderno começou a surgir na década de 1870. Nos EUA, os entomologistas estaduais C. V. Riley e W. LeBaron começaram a redistribuir parasitoides dentro dos estados. O primeiro envio internacional de um agente de controle biológico foi feito por Charles V. Riley em 1873, enviando ácaros predadores para a França para combater a filoxera da videira. O USDA iniciou pesquisas em controle biológico clássico após 1881, levando à introdução bem-sucedida do besouro-vedália da Austrália para a Califórnia em 1888–1889 para controlar a cochonilha-algodão, uma importante praga dos citros.
Um programa marcante começou em 1905, quando o USDA enviou entomologistas para a Europa e o Japão para encontrar inimigos naturais da mariposa-cigana e da mariposa-de-cauda-marrom. Nove parasitoides e dois predadores se estabeleceram, reduzindo a gravidade das infestações. Na Austrália, a mariposa-do-cacto e a cochonilha foram introduzidas entre 1926 e 1931 para controlar a palma-forrageira, destruindo a maior parte da infestação até 1932. No Canadá, a primeira tentativa de controle biológico clássico envolveu a liberação de vespas Trichogramma minutum em Ontário em 1882.
Guia do leitor
O controle biológico de pragas é significativo como uma alternativa ambientalmente direcionada aos pesticidas químicos, formando uma parte central do manejo integrado de pragas. Sua história abrange mais de 1.700 anos, desde os antigos produtores de citros chineses que usavam formigas predadoras até programas modernos envolvendo parasitoides, predadores e patógenos. O método alcançou sucessos notáveis, como o controle da cochonilha-algodão na Califórnia pelo besouro-vedália e a supressão da palma-forrageira na Austrália pela mariposa-do-cacto. No entanto, o controle biológico pode ter efeitos colaterais na biodiversidade se os agentes introduzidos atacarem espécies não-alvo, enfatizando a necessidade de um entendimento completo antes da liberação. O campo distingue três estratégias: clássica (importação de inimigos naturais), aumentativa (liberação em massa para controle rápido) e conservativa (manutenção de inimigos naturais existentes). As estruturas regulatórias diferem entre macroorganismos e microrganismos, sendo estes últimos registrados como biopesticidas nos EUA e na Europa. O legado do controle biológico inclui não apenas o manejo prático de pragas, mas também o desenvolvimento de conceitos e procedimentos que orientam os programas modernos de MIP em todo o mundo.
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