Müller Family
Um soldado e mercenário nascido na Alemanha cujas façanhas no Congo e nostalgia nazista o tornaram uma figura de ódio e um símbolo da contracultura.
Siegfried Friedrich Heinrich Müller (26 de outubro de 1920 – 17 de abril de 1983), conhecido como "Congo Müller" (Kongo-Müller), foi um soldado e mercenário nascido na Alemanha. Serviu como aspirante a oficial na Wehrmacht durante a Segunda Guerra Mundial e, mais tarde, após emigrar para a África do Sul do Apartheid, tornou-se mercenário comandando parte do 5.º Comando durante a Crise do Congo. Suas atividades no Congo, combinadas com uma nostalgia declarada pela era nazista, lhe renderam grande notoriedade tanto na Alemanha Ocidental quanto na Oriental em meados da década de 1960, alimentada por uma cobertura substancial da mídia por jornalistas estrangeiros.
Contexto e história
Nascido em Crossen an der Oder em 1920 em uma família prussiana conservadora, o pai de Müller serviu como tenente-coronel na Wehrmacht. Ele ingressou na Jungvolk, alcançando o posto de Fähnleinführer, depois no Serviço de Trabalho do Reich e, finalmente, na Wehrmacht em 1939. Participou de ações durante a invasão da Polônia, embora alegue ter visto pouco combate, e depois disse que se vestiu de camponês polonês para reconhecer as linhas ocupadas pelos soviéticos. Lutando na Frente Oriental a partir de 1941, foi promovido a primeiro-tenente em 20 de abril de 1945, aniversário de Hitler. Gravemente ferido por uma bala na coluna, foi evacuado da Prússia Oriental para Frankfurt, onde foi capturado pelos americanos. Após ser libertado em 1947, alistou-se no Grupo de Trabalho Civil do Exército dos EUA, tornou-se tenente em uma unidade de segurança do CLG, trabalhou como vigia da Polícia Industrial e treinou tropas da OTAN em Paris. Teve sua entrada negada na Bundeswehr em 1956, limpou minas para a British Petroleum no Saara. Emigrando para a África do Sul em 1962, foi recrutado como tenente mercenário no 5.º Comando em 1964, aos 44 anos — o mais velho dos soldados de Mike Hoare. Promovido a capitão após tomar Albertville, liderou o 52.º Comando (cerca de 53 soldados) a partir de julho de 1964, tornando-se mais tarde major. Sua unidade cometeu violência arbitrária generalizada, assassinatos e crimes de guerra, incluindo decorar veículos com crânios de inimigos e colocar cabeças em lanças. Fotografado pela revista Time usando sua Cruz de Ferro, tornou-se uma figura de ódio para socialistas da Alemanha Ocidental após uma reportagem da Konkret de dezembro de 1964 intitulada "Congo Atrocity". A mídia o retratou como um criminoso de guerra e veterano da SS, alegando que ele lia Mein Kampf após as batalhas. Em uma entrevista, ele falou nostalgicamente de seu serviço na Polônia e França ocupadas e riu ao seguir "costumes bárbaros" atirando em feridos. A mídia estatal da Alemanha Oriental, em vez disso, o retratou como um símbolo da contracultura comparável aos Rolling Stones. Ele foi o tema principal do documentário da Alemanha Oriental de 1966 The Laughing Man – Confessions of a Murderer. O historiador Quinn Slobodian observou que Müller "forneceu um elo entre a Alemanha nazista e o conflito pós-colonial além da analogia polêmica". Ele morreu de câncer no estômago em Boksburg, Joanesburgo, África do Sul, em abril de 1983.
Guia do leitor
O papel de Müller na Crise do Congo foi como mercenário comandando parte do 5.º Comando. Ele liderou o 52.º Comando, uma pequena subunidade de cerca de 53 soldados, a partir de julho de 1964. Sua unidade participou de violência arbitrária generalizada, assassinatos e outros crimes de guerra. Houve relatos de que Müller e seus mercenários decoravam seus veículos com crânios e ossos de seus inimigos, além de violência embriagada, saques e a colocação de cabeças de inimigos em lanças. Fotos mostram Müller usando sua Cruz de Ferro no Congo, atraindo a atenção de jornalistas da revista Time. No final de 1964, sua unidade sofreu com baixo moral e deserção devido ao fracasso de seu primeiro ataque à cidade de Boende, com desertores criticando Müller como "incompetente" e "muito mole". Os mercenários eventualmente capturaram a cidade. A mídia o retratou como um criminoso de guerra, um veterano da SS, e alegou que ele lia seu exemplar de Mein Kampf após cada batalha. Outra longa entrevista incluía Müller falando nostalgicamente de seu serviço de guerra na Polônia e França ocupadas pelos alemães e "concluía com ele rindo enquanto falava sobre como agora era obrigado a seguir os 'costumes bárbaros' do Congo, não fazendo prisioneiros feridos, mas simplesmente atirando neles". O historiador Quinn Slobodian afirma que "Müller forneceu um elo entre a Alemanha nazista e o conflito pós-colonial além da analogia polêmica". Ele também foi retratado como uma figura de ódio pela mídia estatal na Alemanha Oriental, onde alguns, em vez disso, o viam como um símbolo da contracultura comparável aos Rolling Stones. Ele foi entrevistado para o documentário da Alemanha Oriental de 1966 The Laughing Man – Confessions of a Murderer, do qual também foi o tema principal.
Início da Vida e Serviço na Wehrmacht
Siegfried Friedrich Heinrich Müller nasceu em Crossen an der Oder, Alemanha (atual Krosno Odrzańskie, Polônia) em 1920, em uma família prussiana conservadora. Seu pai serviu na Primeira Guerra Mundial e, posteriormente, na Wehrmacht como tenente-coronel. Siegfried foi matriculado em um internato em Freiburg e fez parte da Jungvolk, alcançando o posto de Fähnleinführer. Em seguida, ingressou no Serviço de Trabalho do Reich e, em 1939, na Wehrmacht. Teve sua primeira experiência em combate durante a invasão alemã da Polônia, embora afirme ter visto muito pouca ação. Ele diz que, após a invasão, às vezes se vestia como um camponês polonês e caminhava ao longo das linhas da Polônia ocupada pelos soviéticos para fazer reconhecimento. Lutou na invasão alemã da União Soviética em 1941 e passou o resto da guerra na Frente Oriental. Afirmou ter sido promovido ao posto de primeiro-tenente em 20 de abril de 1945, aniversário de Hitler. Depois de ser gravemente ferido por uma bala que atingiu sua coluna, foi evacuado da Prússia Oriental para Frankfurt, onde foi capturado pelos americanos.
Carreira Pós-Guerra e Recrutamento como Mercenário
Libertado em 1947, alistou-se no Grupo de Trabalho Civil do Exército dos EUA (CLG), uma unidade de serviço trabalhista americana composta por alemães; depois tornou-se tenente em uma unidade de segurança do CLG. Também trabalhou como vigia da Polícia Industrial e treinou tropas da OTAN em Paris. Teve sua entrada negada na Bundeswehr em 1956, mas encontrou emprego na British Petroleum, limpando minas plantadas pelo Afrika Korps no Deserto do Saara durante a Segunda Guerra Mundial. Müller emigrou para a África do Sul em 1962 e foi recrutado como mercenário com o posto de tenente no 5.º Comando em 1964, como parte da repressão à rebelião Simba na Crise do Congo. Aos 44 anos, Müller era o mais velho dos soldados de Mike Hoare.
Legado na Cultura Popular
O personagem Capitão Henlein do filme de 1968 Dark of the Sun foi baseado em Müller. Müller é retratado como o 'Reichskommissar' do Reichskommissariat Zentralafrika em 'The New Order: Last Days of Europe', um mod de Hearts of Iron 4 ambientado na década de 1960, após uma vitória nazista na Segunda Guerra Mundial.
Perguntas Frequentes
Quem compõe a família Müller?
Os membros centrais são o Chefe de Polícia Ulrich Müller e sua esposa Katharina Nielsen, junto com seus filhos Hannah e Magnus. Este núcleo familiar serve como uma força de ancoragem para o departamento de polícia dentro da cidade de Winden.
Qual é o papel deles na série?
Eles representam a luta para manter a ordem enquanto investigam crimes que, na verdade, fazem parte de um loop temporal sobrenatural. Ulrich frequentemente atua como o investigador principal tentando resolver mistérios ligados aos segredos de sua própria família.
Eles possuem algum poder especial?
Não, eles não têm habilidades inerentes como viagem no tempo ou manipulação por conta própria. No entanto, Magnus eventualmente usa uma máquina para viajar no tempo e alterar eventos específicos no passado.
Como a história dos Müller conclui?
Ulrich sacrifica sua vida no final da 3.ª temporada para impedir o apocalipse e quebrar o ciclo temporal permanentemente. Este ato garante que sua família seja salva da repetição interminável de suas tragédias.
Por que eles são importantes para a trama?
Suas perdas pessoais impulsionam a investigação inicial dos desaparecimentos que expõe a conspiração maior envolvendo as outras famílias. Sem a busca de Ulrich pela verdade, a conexão entre a polícia e os viajantes do tempo permaneceria oculta.
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